sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Assalto

Ouve-se sinal de alarme
as ruas sempre calmas se agitam
o ritmo monótono se eleva
corre-se nas calçadas sempre cansadas
ao som de música agitada
todos se jogam aos lados
fileiras transpassam as barreiras humanas
alguns gritos ecoam
dúvidas recaem sobre os rostos
crianças se divertem
a cidade parada está viva!
a correria continua
vem de todos os lados
ritmo frenético
a música não pára.
Todos a sentem mas ninguém a ouve
mais dois passam correndo
o alarme dá o ritmo da correria
são os vinte minutos de maior intensidade
nunca mais Deladreon será a mesma
aos poucos a calamaria retorna
já não há mais agitação
a força policial repreendeu os criminosos
a notícia se espalha:
tem fim o primeiro assalto a banco
desde o reinício.
poucos lamentam o ocorrido
que ficará na história
como o dia em que Deladreon correu.
É mais um dia, um calmo agitado dia
que finalmente, chega ao fim.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Aldeias, pequenas aldeias.

Das pequenas aldeias
que a grande cidade circundam
saem lã, uvas e aveias
as mãos calejadas que labutam
delicadas tecem a fina seda
caprichosas esmagam o vinho
oprimidas oram em silêncio.

Das pequenas aldeias
que a grande cidade circundam
saem as velhas sujas e mal vestidas
crianças descalças e desnudas
velhos cansados e tortuosos
em carroças desgastadas
por cavalos morimbundos puxadas.

Das pequenas aldeias,
aquelas mesmas aldeias
a vida segue vagarosamente
o dia antes do sol aparece
e a noite, sempre junto da lua
é acompanhada pela prece.
e a vida na aurora continua.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Ronda

Qual é a deste menino
No escuro vagando sozinho
Estreito mundo que o acolhe
Recolhe à penumbra corpo tão franzino.

Casa, não tem;
estudo? nem lhe convém.
Deixe em paz, seu guarda, este menino,
Enquanto não perturba ninguém.